terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Snu e Sá Carneiro em série

Projecto: Guião nasceu na SIC Filmes em 2002

A vida privada de Francisco Sá Carneiro e a sua paixão pela nórdica Snu Abecassis poderão ser produzidas em breve em filme e minissérie.

A produtora de Manuel Fonseca, que assina ‘A Vida Privada de Salazar’, para a SIC, e ‘Amália’, para a RTP 1, já anunciou a intenção de criar três novos telefilmes para a SIC, com que tem acordo até 2010, e de levar ao ecrã mais trabalhos sobre figuras históricas. Um deles deverá centrar-se no antigo primeiro-ministro, e líder da Aliança Democrática (AD), que morreu tragicamente a 4 de Dezembro de 1980.
O projecto data de 2002 e foi desenvolvido pela SIC Filmes, então com o nome ‘Sá e Snu’, quando Manuel Fonseca era director de Programas da SIC. O coordenador de guiões da VC Filmes, Pedro Marta Santos, disse ao CM desconhecer o projecto actual, mas referiu ter acompanhado o anterior da SIC Filmes, "que foi desenvolvido pela escritora Rita Ferro. Por razões várias, não avançou na altura."
A figura carismática de Francisco Sá Carneiro e a sua morte precoce, a bordo de um avião Cessna, ao lado de Snu Abecassis e do então ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa, inspiraram muita discussão. Mas a mais apaixonada foi sempre sobre a sua vida privada. Francisco Sá Carneiro era casado com Isabel, nascida numa família tradicional do Porto, de quem teve cinco filhos, quando se apaixonou por Snu Abecassis. Nascida na Dinamarca, Ebbe Merete (conhecida por Snu) cresceu na Suécia e veio para Portugal após o casamento com Vasco Abecassis, onde fundou a editora D. Quixote.

Fonte: CM

2 comentários:

  1. Depois de Salazar, também Sá Carneiro é uma personalidade que marca a história do nosso país no séc. XII (embora não tão polémico), admirado, digamos assim, por gente da esquerda à direita.
    Toda a polémica (que se estende aos dias de hoje) sobre as causas da queda do avião em Camarate e a paixão por Snu Abecassis (que aqui há uns anos foi abordada numa Reportagem SIC) chamará a atenção do público.

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  2. Na minha opinião a SIC (ou outra estação, ou mesmo cinema) não deve fazer séries ou minisséries que retratem acontecimentos recentes, especialmente que incidam sobre comportamentos de pessoas.
    Obrigatoriamente são efectuadas comparações, porque ainda está na memória de todos, ou quase todos, a personalidade retratada na tela.
    As críticas serão inevitáveis.
    Deve haver um distanciamento dos factos reais e então o resultado será melhor.

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